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Santos processado por saída de Soteldo ao Flu; entenda a dívida de R$ 4 milhões
Por Redação FutSantos em 26/01/2026 21:15
O Peixe se encontra em uma nova batalha judicial, desta vez envolvendo a transação de Yeferson Soteldo rumo ao Fluminense, ocorrida no ano passado. A empresa Secasports é a responsável por mover a ação, alegando ter sofrido coação por parte do clube para abrir mão de valores que lhe eram devidos, em troca da liberação do atacante venezuelano.
A situação se desdobrou com a alegação de que já existia um débito pendente de R$ 515 mil, em discussão na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Somado a isso, o Santos possuía outra obrigação referente a parcelas de uma comissão no montante de R$ 3,8 milhões. Foi nesse cenário que surgiu a oportunidade de Soteldo ser negociado com o Fluminense.
A Condição Inegociável para a Transferência
De acordo com a Secasports, o Santos apresentou uma condição tida como "irredutível" para autorizar a saída do jogador. A exigência era que a empresa concedesse "quitação plena e renunciasse à integralidade dos créditos discutidos na CRND, bem como os valores remanescentes do distrato (R$ 960 mil)".
Essa imposição colocava a Secasports diante de um dilema: ou renunciava a todos os seus direitos creditórios, ou o Santos impediria a transferência de Soteldo para o clube carioca, o que acarretaria um prejuízo ainda maior para a empresa. Sob alegada pressão e em uma "posição de vulnerabilidade econômica", a Secasports afirma ter sido forçada a ceder.
Mais Exigências e Má-fé Alegada
O desenrolar dos fatos, segundo a Secasports, não parou por aí. A empresa sustenta que o Santos , mesmo após se beneficiar da renúncia forçada, agiu de "má-fé" e descumpriu uma nova obrigação que surgiu desse contexto. O clube teria deixado de repassar 5% do valor da transação de Soteldo para o Fluminense, algo que, segundo a Secasports, foi acordado verbalmente.
Para a Secasports, a negociação de Soteldo serviu como um "isca" e um "instrumento de pressão" para que o Santos se livrasse de suas dívidas pretéritas. O episódio foi classificado como "coação", pois a empresa alega ter realizado um negócio que, em circunstâncias normais e sem a ameaça implícita, não teria aceitado.
O Valor da Transferência e os Pedidos Judiciais
Yeferson Soteldo foi, de fato, negociado com o Fluminense em junho do ano passado, por um valor de US$ 5 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 30 milhões na época.
Agora, a Secasports busca na Justiça que o Santos seja condenado ao pagamento de diversas quantias. O pedido inclui os R$ 515 mil originalmente discutidos na CNRD, R$ 2,2 milhões referentes a uma dívida de intermediações passadas, os 5% da transferência de Soteldo ao Fluminense, além de indenização por danos morais, honorários advocatícios e custas processuais. Para assegurar o cumprimento da decisão, a empresa pleiteia o arresto de bens do clube.
O Santos foi contatado para comentar a ação judicial, mas não emitiu declarações até o fechamento desta matéria. O caso segue em andamento e a reportagem será atualizada caso o clube alvinegro decida se pronunciar oficialmente.
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