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Santos acerta bases com Rony; PVC detalha negociação e desafios financeiros

Por Redação FutSantos em 28/01/2026 17:13

O Santos Futebol Clube deu um passo significativo na busca por reforços ao estabelecer as bases salariais para a contratação do atacante Rony. A expectativa é de um vínculo contratual de três anos, contudo, a resolução com o Atlético-Mineiro ainda se apresenta como um ponto crucial, conforme detalhado por Paulo Vinícius Coelho em sua análise no Canal UOL.

Apesar do acordo verbal entre Alexandre Mattos, representante do clube, e o jogador, pairam incertezas nos bastidores sobre a capacidade financeira do Peixe em viabilizar a transação. Internamente, a diretoria santista demonstra otimismo quanto ao desfecho positivo, antecipando um ataque com nomes de peso como Rony, Gabigol e Neymar à disposição do técnico Vojvoda.

Detalhes da Negociação e Desafios Financeiros

Paulo Vinícius Coelho, conhecido por sua precisão em informações do mercado da bola, trouxe à tona os pormenores do acordo. "O Alexandre Mattos acertou as bases salariais do Rony. Eu acho que o Rony, do ponto de vista técnico, ajuda o Santos -- ajuda mais do que o Michael. Seria um contrato, em princípio, de três anos. Acho que é caro. É caro fazer três anos de contrato pro Rony, porque você não sabe como ele vai jogar, se ele não jogou, nos últimos dois anos, no nível que ele jogava, mas o Santos precisa de um jogador de velocidade. Ele acertou, apalavrou, mas não assinou o contrato," explicou PVC.

A confiança santista em fechar o negócio é palpável. Contudo, PVC levanta questões pertinentes sobre a viabilidade financeira do clube. "E, de fato, a gente não está perguntando como o Santos vai pagar o que deve para o Neymar , 85 milhões de reais pelo menos, como é que vai pagar o salário do Gabigol, a metade que cabe a ele pagar, como é que vai pagar o salário do Rony e a rescisão do contrato com o Atlético," ponderou o jornalista.

Análise Tática e Outros Movimentos do Mercado

Em outro tópico, PVC comentou sobre as dinâmicas táticas de outros clubes, traçando paralelos e oferecendo insights sobre posicionamentos e estratégias. "O que está acontecendo com o Flamengo é que o Filipe Luís dá largura para o campo pela direita com o Varela e pela esquerda com o Samuel Lino ou com o ponta, que pode ser o Cebolinha. O Paquetá não é ponta, o Paquetá faria da ponta para dentro, como o Carrascal faz na direita. Ele pode jogar na função do Carrascal. Eu acho que a lógica é no lugar do Carrascal, ponta direita vindo para dentro, que não é ponta direita, é meia-direita, porque quem alarga o campo é o Varela," detalhou.

As movimentações no mercado de transferências também foram abordadas, com destaque para o interesse em Veiga. "Eu não falei com o Veiga. Eu falei com gente que trabalha com o Veiga e que trabalha perto do Veiga. O Veiga está muito inclinado a ir. O Veiga está muito decidido a ir. E pode ser que o negócio não dê certo. Agora o que está se falando é que tem conversa entre a América e Palmeiras, não tem um documento formatado," informou PVC.

Pressão sobre Treinadores e Demonstrativos de Poder Financeiro

A situação de Crespo no São Paulo foi analisada sob um prisma crítico. As declarações do técnico, segundo Pedro Lopes, acabaram por intensificar a pressão sobre seu trabalho. "Com as próprias declarações dele, o Crespo acabou aumentando a pressão. O nível de investimento do São Paulo não é para fazer 45 pontos, a folha salarial do São Paulo não é para fazer 45 pontos, e o elenco do São Paulo tem limitações, mas não é um elenco para fazer 45 pontos. É bizarro o técnico começar o campeonato falando 'vamos lutar para não ser rebaixado porque o presidente sofreu impeachment em janeiro, tem direito de imagem atrasado'. Mas o campeonato nem começou, e o Crespo precisa entregar mais do que isso," criticou Lopes.

Em contrapartida, a força financeira de alguns clubes foi destacada como um exemplo a ser seguido. Fabíola Andrade observou que "Os dois grandes clubes que hoje brigam por títulos estão, na verdade, dando uma demonstração de poder, de fogo financeiro, porque estão há mais de 10 anos buscando esse caminho. É um baita exemplo para todos os outros, para poder a gente chegar em patamares de brigar mesmo com clubes europeus por jogadores que nos interessam."

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