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Santos: Erros Individuais Prejudicam Desempenho Competitivo em Clássico e Evidenciam Necessidade de Reforços

Por Redação FutSantos em 15/01/2026 04:17

Apesar do resultado adverso, a atuação do Santos na Arena Barueri, contra o Palmeiras, deixou sinais de que a equipe pode apresentar um 2026 mais promissor. Diante de um dos principais elencos do país, o Peixe demonstrou ser um time capaz de competir e criar oportunidades, mesmo em um estágio inicial da temporada.

Durante a maior parte do confronto pela segunda rodada do Campeonato Paulista, o Santos conseguiu neutralizar as ações do adversário, mantendo uma postura sólida. O potencial ofensivo da equipe se fez presente até o momento em que o técnico Juan Pablo Vojvoda promoveu alterações em seu time. Essas mudanças, no entanto, impactaram o ritmo santista e reforçaram a percepção sobre a carência de novas peças no elenco.

O Desafio da Construção do Elenco Santista

A chegada de nomes como Gabigol e Gabriel Menino já é um indicativo, mas a necessidade de opções qualificadas para o ataque e de um substituto à altura para Souza, recentemente transferido para o Tottenham, torna-se cada vez mais evidente. A atuação de Escobar na lateral esquerda, por exemplo, esteve diretamente ligada ao lance que definiu o placar, com pouca contribuição no setor ofensivo.

A confiança de Vojvoda em jovens talentos, como Vinícius Lira, que teve sua entrada somente aos 40 minutos do segundo tempo, aponta para a urgência do clube em buscar movimentações no mercado. Em um cenário de restrições financeiras, a diretoria precisará agir com perspicácia para fortalecer o plantel e aumentar a capacidade de o Santos rivalizar com equipes de maior poderio.

Números e Realidade em Campo: Onde o Santos Falhou?

Os dados da partida em Barueri indicam um desempenho santista superior em diversos aspectos. O Peixe registrou o dobro de finalizações em relação ao Palmeiras (14 a 7), além de ter acertado mais chutes ao gol (4 a 3) e ostentar uma posse de bola mais elevada (54% contra 46%). Esses números, embora positivos, contrastam com a ausência do resultado.

A questão central reside na qualidade da execução em momentos cruciais. A falha em não cometer erros em instantes decisivos, como o lance que culminou no gol palmeirense, foi determinante. Em competições de alto nível, detalhes como esses se tornam amplificadores de diferenças.

A Força Ofensiva e os Erros que Custaram Caro

Apesar de Gabigol ter iniciado o clássico entre os reservas, em uma estratégia de rodízio comum no início de temporada, o Santos conseguiu manter um volume ofensivo considerável e articular jogadas com qualidade diante do arquirrival. Durante boa parte do primeiro tempo, o Peixe foi quem mais levou perigo ao gol defendido por Carlos Miguel.

No entanto, a organização tática da equipe acabou sendo comprometida por lapsos individuais, uma situação que se tornou recorrente e familiar para a torcida. Aos 40 minutos da etapa inicial, um passe equivocado de Barreal, somado à falha de Escobar em interceptar a jogada, abriu caminho para o contra-ataque palmeirense. O lance evoluiu com a bola batendo em Raphael Veiga, permitindo que o time da casa explorasse o espaço.

Com a vantagem, o Palmeiras foi letal. Flaco López aproveitou uma momentânea hesitação de Gabriel Brazão, que poderia ter saído do gol antes, e encontrou Allan livre para finalizar e marcar o único gol da partida. Um placar que não refletia o que se via em campo, especialmente considerando a raridade de chances criadas pelo time alviverde.

O Esforço Final e a Busca por Mais Justiça no Placar

Ao retornar do intervalo, o técnico Vojvoda manteve a formação inicial, confiante no volume de jogo superior que poderia levar ao empate. Contudo, os efeitos da preparação física de início de ano e de uma pré-temporada encurtada começaram a se manifestar. Aumentaram os erros técnicos, exemplificados por um chute de Escobar e um cruzamento impreciso de Igor Vinicius.

As substituições promovidas pelo treinador, com as entradas de Gabigol, Miguelito e Zé Rafael, demoraram a surtir o efeito desejado. Somente na parte final do jogo o Santos voltou a pressionar, impulsionado em parte pela atuação de Robinho Jr., que também ingressou no decorrer da partida.

Após uma intervenção crucial de Brazão em um contra-ataque nos acréscimos, Robinho Jr. e Miguelito tiveram suas finalizações defendidas por Carlos Miguel. Foram lances que poderiam ter proporcionado um resultado mais condizente com o empenho santista em campo.

O Santos demonstrou capacidade de competição e deixou boas impressões, mas ainda há um caminho a ser percorrido para que a equipe alcance a mesma solidez de seu adversário. O aprimoramento do elenco , com a chegada de novas peças, é fundamental para o crescimento coletivo que se espera a cada rodada.

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