- FutSantos
- Santos empata clássico com Corinthians: análise tática e desempenho em campo
Santos empata clássico com Corinthians: análise tática e desempenho em campo
Por Redação FutSantos em 23/01/2026 04:14
O Santos obteve um empate contra o Corinthians, mas a impressão deixada em campo sugere que a equipe contou mais com a fortuna do que com um planejamento tático bem executado. A apresentação do Peixe na Vila Belmiro, pela quarta rodada do Campeonato Paulista, foi marcada por momentos de apreensão e um domínio considerável do adversário.
Durante boa parte do confronto, os anfitriões foram superados, mesmo atuando em seus domínios. O placar poderia ter sido diferente logo nos minutos iniciais, se Yuri Alberto demonstrasse maior precisão na cobrança de pênalti. Em termos gerais, a equipe santista operou em um ritmo significativamente inferior ao do oponente, perdendo disputas, acumulando erros de passe, apresentando uma transição ofensiva lenta e uma recomposição defensiva fragilizada.
Desempenho Tático e Falhas Individuais em Campo
Nesse cenário de dificuldades, o Santos voltou a ser impactado por falhas individuais, um padrão que vem custando pontos preciosos nas rodadas iniciais do Paulistão. No gol anotado pelo Corinthians, o goleiro Gabriel Brazão realizou duas intervenções importantes. Contudo, a bola ressurge nos pés de atletas adversários, mesmo com a área repleta de defensores santistas.
Zé Ivaldo e João Schmidt não ofereceram a marcação necessária, permitindo que Yuri Alberto tivesse espaço para dominar, ajeitar-se e finalizar com precisão no canto do gol. Em outra jogada, após uma nova perda de posse de bola no ataque santista, o Corinthians lançou um ataque rápido. A torcida presente na Vila Belmiro alertava Igor Vinícius para a aproximação de Yuri Alberto. Ainda assim, o lateral vacilou na disputa corporal e, subsequentemente, cometeu uma infração perigosa sobre André, arriscando uma expulsão.
A Contribuição das Falhas Defensivas no Clássico
Acrescenta-se a isso o pênalti, novamente originado por uma falha de Zé Ivaldo . Rollheiser, sem sofrer grande pressão, errou um passe simples, o que possibilitou o contra-ataque corintiano. Em uma defesa desorganizada, Yuri Alberto superou João Schmidt e Zé Ivaldo antes de ser derrubado de maneira infantil pelo defensor santista.
Na segunda etapa, a equipe santista buscou o resultado mais com ímpeto do que com organização tática. Foi um time mais focado na disputa do que na construção de jogadas. Somado a uma arbitragem que gerou controvérsias por parte de Lucas Canetto Bellote, que tentou controlar os ânimos com cartões e prejudicou a fluidez da partida, a situação se complicou. Foram exibidos oito cartões amarelos, sendo sete deles no segundo tempo, incluindo um para o técnico Juan Pablo Vojvoda por reclamação.
Desafios Ofensivos e a Necessidade de Ajustes Táticos
Mesmo com a bola nos pés, o Santos demonstrou pouca criatividade. A escassez de trabalho para Hugo Souza e a falta de oportunidades claras de finalização para Gabriel Barbosa exemplificam essa dificuldade. A bola simplesmente não chegava em condições ideais para o camisa 9.
Vojvoda tentou alternativas no banco, mas com pouca efetividade. A entrada de novos jogadores trouxe energia, e o Santos conseguiu crescer ao final da partida, aproveitando o cansaço do Corinthians, que havia realizado apenas duas substituições até os 39 minutos do segundo tempo. Foi na base da pressão que o Peixe alcançou o empate nos acréscimos. Primeiro, com Vitinho, que, após ser desarmado, iniciou uma jogada de contra-ataque. Robinho Jr. dominou, avançou e acionou Lautaro Díaz. Em seguida, Gustavo Henrique tentou desarmar o atacante, e o árbitro marcou falta do defensor corintiano, na linha da grande área.
Foi nesse momento que Gabriel Barbosa converteu. O atacante chutou com força contra Hugo Souza , que demorou para reagir e acabou aceitando o gol de empate santista. O Santos esteve perto de virar o placar, mas Adonis Frías cabeceou por cima do gol. O empate teve sabor de vitória para o Santos , mais pela garra e entrega nos minutos finais do que pelo desempenho coletivo ou individual.
O Caminho à Frente: Evitando a Dependência da Sorte
Contudo, a dependência da "sorte" não pode ser uma constante para Vojvoda. O treinador terá pela frente dois confrontos cruciais contra Bragantino e São Paulo, decisivos para as aspirações do time no Paulistão. Adicionalmente, haverá a estreia no Campeonato Brasileiro, com uma viagem para encarar a Chapecoense.
É imperativo que o técnico encontre soluções. A escalação que se lançou em um 4-2-4 ofensivo deixou a já questionável defesa ainda mais exposta. Com tantos jogadores no ataque, erros como o de Rollheiser no lance do pênalti são inaceitáveis. Uma reconfiguração para povoar mais o meio de campo, obter maior controle da posse e trabalhar a bola para que chegue em boas condições para Gabriel finalizar pode ser o caminho. As estratégias de lançamento e disputa pela segunda bola, que já se mostraram ineficazes contra o Guarani, definitivamente não funcionaram diante do Corinthians.
Curtiu esse post?
Participe e suba no rank de membros