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Neymar e Gabigol juntos no Santos: Relembre o jogo histórico de 2013
Por Redação FutSantos em 05/01/2026 04:17
A Vila Belmiro se prepara para testemunhar o retorno de dois nomes que definiram eras distintas, porém vitoriosas, no Santos Futebol Clube. O reencontro entre Neymar e Gabigol com a camisa alvinegra acontece após um hiato de 13 anos, unindo novamente os dois principais goleadores do clube neste século. Embora tenham compartilhado o gramado em diversas ocasiões pela Seleção Brasileira, a trajetória conjunta da dupla no Peixe é curiosamente curta, limitada a um intervalo de menos de meia hora em uma tarde histórica em Brasília.
A relevância estatística desse reencontro é inquestionável para a história recente do clube. Neymar lidera a artilharia santista no século XXI, estando a um passo de figurar no seleto grupo dos dez maiores goleadores de todos os tempos da instituição. Já Gabigol, que construiu sua própria história de protagonismo antes de sua saída, ocupa a quinta posição neste ranking. A união desses números representa um poder ofensivo raramente visto em uma mesma janela de transferências.
| Jogador | Gols Marcados | Posição no Século XXI |
|---|---|---|
| Neymar | 150 | 1º lugar |
| Gabigol | 84 | 5º lugar |
Eficiência ofensiva: O peso de Neymar e Gabigol na história santista
O único registro oficial de ambos atuando juntos pelo Santos remete ao dia 26 de maio de 2013, no Estádio Mané Garrincha. A partida contra o Flamengo, válida pela rodada de abertura do Campeonato Brasileiro daquele ano, carregava uma carga dramática elevada. Era o adeus de Neymar , já negociado com o Barcelona, e o nascimento profissional de Gabriel Barbosa, que na época tinha apenas 16 anos. O empate sem gols acabou sendo um detalhe diante do simbolismo daquela troca de guarda.
Naquela ocasião, Neymar não conseguiu esconder a emoção, indo às lágrimas durante a execução do Hino Nacional. Em campo, o craque teve uma atuação contida, enquanto o jovem Gabriel entrava aos 23 minutos da etapa final, substituindo Henrique Dourado. Foram exatos 25 minutos de convivência em campo, tempo suficiente para que o estreante arriscasse duas finalizações e desse os primeiros passos de uma carreira que se provaria vitoriosa.
A precocidade de Gabigol superou até mesmo a de seu ídolo. Enquanto Neymar debutou na equipe principal com 17 anos e um mês, Gabriel fez sua primeira aparição com 16 anos e nove meses. Na zona mista, após o apito final, o jovem atacante demonstrava maturidade ao rejeitar rótulos de sucessão imediata, focando em construir sua própria identidade dentro da Vila Belmiro.
O dia em que o bastão foi entregue no Mané Garrincha
?Ninguém vai ser o novo Neymar. Ele é único no Santos. Eu quero procurar meu espaço, fazer gols e ajudar a equipe.?
Com a partida definitiva de Neymar para a Europa, coube a Gabigol herdar não apenas a responsabilidade técnica, mas também a simbologia da camisa 11. O número, que havia sido imortalizado pelas conquistas recentes do astro, foi assumido por Gabriel em sua primeira partida como titular, diante do Vitória. O desempenho foi imediato: gol marcado e uma celebração que remetia diretamente ao antecessor, com uma reverência aos torcedores, gesto que Neymar havia popularizado em 2012.
Este novo capítulo que se abre agora no Santos não é apenas uma estratégia de mercado, mas um resgate da mística ofensiva do clube. O retorno de Neymar e Gabigol coloca lado a lado a experiência consolidada internacionalmente e a fome de um atacante que busca reencontrar seu melhor nível técnico. Para o torcedor, é a oportunidade de ver, por muito mais do que 25 minutos, a concretização de uma parceria que em 2013 foi apenas um breve vislumbre.
O legado da camisa 11 e a mística do retorno
A análise crítica deste movimento aponta para uma tentativa de restauração da identidade santista. Ao reunir os dois maiores ícones ofensivos das últimas décadas, a diretoria aposta na memória afetiva e na capacidade técnica comprovada. O desafio será integrar essas duas personalidades em um esquema que privilegie o coletivo, transformando o peso dos nomes em resultados práticos dentro das quatro linhas.
O reencontro, portanto, encerra um ciclo de espera e inicia uma fase de expectativas elevadas. Se em 2013 o sentimento era de melancolia pela partida de um gênio, em 2024 a tônica é de reconstrução. O Santos volta a ter em seu elenco jogadores capazes de decidir partidas em lances individuais, resgatando o DNA ofensivo que sempre foi a marca registrada da instituição ao longo de sua trajetória centenária.
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