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Gabigol no Santos: Detalhes da apresentação e estreia do atacante

Por Redação FutSantos em 05/01/2026 12:54

O retorno de Gabriel Barbosa ao Santos não é apenas uma movimentação de mercado, mas o pilar de uma estratégia ambiciosa da diretoria alvinegra. Durante a cerimônia de apresentação do novo camisa 9 nesta segunda-feira, o presidente Marcelo Teixeira revelou que o clube agora trabalha com metas duplicadas para o ciclo da próxima Copa do Mundo. O objetivo é fornecer a estrutura necessária para que tanto Neymar quanto Gabigol recuperem o protagonismo na Seleção Brasileira.

Ao dar as boas-vindas ao atacante, o mandatário santista foi enfático sobre as expectativas da instituição para este semestre:

"Tínhamos um projeto, de alguns jogadores, dentre eles o Neymar, retornar para a seleção brasileira para a Copa do Mundo. Agora nós temos dois projetos. O segundo é você. Você veste a camisa 9 do Santos hoje, com vista a fazer um bom primeiro semestre, um maravilhoso desempenho junto com a nossa equipe, para que você seja também um jogador do Santos a defender a seleção brasileira na Copa do Mundo. Bem-vindo!"

A chegada de Gabriel ocorre por meio de um acordo de empréstimo junto ao Cruzeiro, válido até o encerramento desta temporada. O movimento encerra um hiato de sete anos desde que o atleta deixou a Vila Belmiro para trilhar sua trajetória em outros clubes. Agora, ele reedita a parceria histórica com Neymar , buscando reviver os tempos de glória do ataque santista.

O retrospecto histórico e a hierarquia da artilharia santista

Gabriel Barbosa retorna ao Urbano Caldeira ostentando estatísticas que o colocam no topo da história recente do Peixe. Com 210 partidas disputadas e 84 gols anotados, ele ocupa a quinta posição entre os maiores goleadores do clube neste século. Sua eficiência ofensiva é comprovada pela constância que manteve durante o período em que esteve fora, apresentando médias de gols elevadas e um faro de artilheiro que o Santos busca reencontrar.

Posição Jogador Gols no Século XXI
Neymar 150
Robinho 111
Ricardo Oliveira 92
Kleber Pereira 86
Gabigol 84

O atacante ressaltou que sua ligação com a vestimenta sagrada do clube nunca se rompeu, independentemente de onde estivesse jogando profissionalmente. Para ele, o retorno é uma formalidade diante de um sentimento que sempre o acompanhou desde as categorias de base:

"Voltar a usar (a camisa do Santos) talvez não seja a palavra certa, porque eu nunca tirei, eu sempre usei, a camisa que meu pai colocou em mim quando eu era pequeno. Todas as vezes que eu tive chance de usar em casa, eu também usava, trocar com jogadores, estar sempre perto. Esta camisa, para mim, é muito especial."

Gabriel relembrou sua trajetória desde a infância, enfatizando que o ambiente do clube e da cidade faz parte de sua essência. Ele descreveu a emoção de ser acolhido novamente pela comunidade santista nas ruas e estabelecimentos locais:

"Sempre foi a camisa que eu usei na minha infância, para jogar bola na rua, na base do Santos também. Voltar agora para casa é um sentimento especial, chegar no CT, na Vila, na rua, no restaurante, e saber que todo mundo está torcendo por você, cumprimentando e feliz por você. Ter esse apoio de todos é muito importante neste momento. É uma realização, e eu estou muito feliz."

Postura diante das arquibancadas e a relação com o torcedor

Questionado sobre episódios recentes de hostilidade por parte da torcida quando visitou a Vila Belmiro defendendo outras cores, o atacante adotou uma postura analítica e compreensiva. Ele minimizou possíveis atritos, classificando as reações como manifestações legítimas de paixão clubística e garantindo que críticas pontuais não afetam seu compromisso com a instituição.

"Sobre o que aconteceu na Vila, é totalmente natural. Eles estavam defendendo o Santos. Eu sou santista. Eu também estive muito ali na Jovem e xinguei muitos jogadores, quando saía do Santos e vinha jogar aqui. Eu defendia outro time, e todo mundo sabe da minha característica como pessoa. Eu não sou um tipo de jogador que vão me xingar e eu vou me abater. O que aconteceu aqui foi com uma pessoa só, não foi diretamente com o Santos."

O jogador reforçou que o foco agora deve ser o futuro e o sucesso coletivo da equipe. Ele prometeu entrega máxima em campo para reconquistar qualquer parcela da torcida que ainda guarde ressalvas sobre sua volta, enfatizando o objetivo comum de reerguer o prestígio do clube no cenário nacional.

"Todas as vezes que eu tive oportunidade de demonstrar o meu carinho pelo Santos, eu fiz. E agora é trabalhar bastante. O que eu posso prometer para torcida é empenho e dedicação. Algo que sempre fiz. Espero que a torcida compreenda que as coisas passaram e agora a gente está aqui juntos por um objetivo, que é colocar o Santos onde merece"

A viabilização do negócio contou com a compreensão da gestão do Cruzeiro. Gabriel fez questão de agradecer publicamente a Pedro Lourenço, gestor da SAF mineira, por facilitar seu desejo pessoal de retornar ao litoral paulista, algo que já vinha sendo amadurecido desde a metade da temporada passada.

"Desde o meio do ano até o final, o Pedrinho já sabia que eu queria voltar ao Santos. Se fosse imaginar que eu estaria aqui há três ou quatro anos, seria praticamente impossível. Tem o momento certo. Agradecer meus ídolos, que me treinaram e me ajudaram a ser quem eu sou hoje."
"É realmente agradecer a todo mundo e à torcida pelo carinho, meus amigos, minha namorada, as pessoas que ajudaram a isso acontecer. E deixar meu agradecimento ao Pedrinho e ao Cruzeiro para entender o meu momento pessoal"

Pronto para a estreia sob o comando de Vojvoda

A expectativa para ver Gabigol novamente em campo com a armadura santista pode ser sanada já no próximo sábado, no duelo contra o Novorizontino pelo Campeonato Paulista. O atacante elogiou a filosofia de jogo implementada pelo técnico Vojvoda, destacando que o modelo de pressão alta e vocação ofensiva favorece suas características individuais e respeita a tradição histórica do Santos .

"Foi pouco tempo de treino, mas creio eu que é um estilo que cabe mais a mim, a pressão mais curta, no campo do adversário. É o DNA do Santos, ter a bola, atacar com bastantes jogadores, fazer gols, correr riscos. Creio eu que eu estou no lugar certo na hora certa para poder ajudar o Santos."

Fisicamente, o atleta se diz em plenas condições de atuar, deixando a decisão final sobre sua utilização nas mãos da comissão técnica. A ansiedade da torcida é proporcional à confiança do jogador, que se sente revigorado para este novo capítulo em sua "casa".

"Estou pronto. Depende do mister. Estou me sentindo muito bem"

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